Ambiental

Caixa de Retenção de Areia e Óleo

O SINDIREPA-SP – Sindicato da Indústria da Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo – atendendo nossa carta magna, está envolvendo o setor da reparação automotiva a participar do tratamento de efluentes iniciando com a retenção de areia e óleo.

OEste processo baseia-se no recebimento da água contaminada com hidrocarbonetos e materiais sólidos que através da tubulação chega em uma caixa retenção em que no primeiro estágio, o material sólido (areia e outros) precipita e fica retido no fundo.

No segundo estágio, a água entra contaminada com hidrocarbonetos ( óleo, solvente, etc ) que por densidade mais leve, permanecem na superfície, e conforme projeto, temos um desnível de 10 cm entre a entrada e a saída da água que faz com que o óleo na superfície seja desviado para uma caixa de retenção, que poderá ser vendido para o re-refino.

A água tem que passar por uma abertura de 20cm por baixo de uma placa de cimento que divide o segundo estágio e desta forma mesmo que passe um pouco de hidrocarbonetos, ficará retido na superfície e a água irá para a rede de esgotos através de um sifão mergulhado a uma profundidade de 30cm isenta destes contaminantes.

Estas etapas de separações não garantem uma qualidade da água para reuso, mas estamos atendendo a legislação ambiental e assim o setor da reparação automotiva mostra-se consciente e participante.

Efluente líquido é o nome dado a água que foi usada para a realização de uma atividade no ambiente da empresa. Exemplo: lavagem de peças que estavam contaminadas com graxa, óleo, querosene.

Arrefecimento

Tratamento do líquido(água e aditivo).

O sistema de arrefecimento usa como elemento condutor de calor a água que também recebe a adição de produtos químicos (etileno/mono-etileno glicol) para melhorar sua eficiência e proteção do sistema.

Está comprovado que estes produtos químicos são tóxicos, mas por falta de regulamentação, não há indicação legal quanto ao destino dado a solução arrefecedora.

O Sindirepa-SP através do “D A S” (Departamento Ambiental Sindirepa-SP) sugere o tratamento local(na oficina) usando um sistema composto por dois tambores (bombonas de plástico) de 200 litros cada, onde o primeiro tambor recebe a água que foi retirada do sistema de arrefecimento do veículo, que ficará 24 horas em repouso com a adição de sulfato de alumínio(flocante /decantador usado em piscinas) a uma proporção de 6,0 ml para cada 1000 litros.

Após este período, todo material particulado estará precipitado no fundo do tambor e a água limpa será transferida para o segundo tambor tomando o cuidado para não aspirar o lodo que está no fundo.

Esta água está pronta para ser colocada no sistema de arrefecimento do veículo bastando apenas corrigir a concentração de aditivo. É importante verificar o PH pois o sulfato de alumínio deixa a água ácida e como sugestão, adicionar carbonato de sódio (usado em piscinas) para elevar o Ph. (1m³ corresponde a 1000 litros de água):

  • Ph abaixo de 6,8 adicionar 20 gramas/m³ de carbonato de sódio
  • Ph entre 6,8 e 7,0 adicionar 10 gramas/m³ de carbonato de sódio

O Potencial Hidrogeniônico, conhecido como Ph, é a fórmula utilizada para determinar se a água está ácida, básica ou alcalina. A escala varia de 0 a 14. O sete representa a absoluta neutralidade e é considerado o Ph ideal para o organismo e também para o sistema de arrefecimento.

A natureza agradece e sua empresa enriquece com a economia de água e aditivo que está sendo reutilizado e não descartado na rede de esgotos, causando contaminação em rios, lagos, solo, lençol freático e dificultando processos nas estações de tratamento, cuja água pode retornar para nossas casas.

A viabilidade deste projeto depende apenas da iniciativa de cada empresário da reparação automotiva, pois o custo para implantação é muito baixo.

2 tambores (bombonas de plástico), mangueira para transferência da água, sulfato de alumínio, carbonato de sódio, kit de medição de Ph, densímetro.

Outra opção é solicitar a coleta deste efluente por empresa capacitada e licenciada pela CETESB que providenciará o tratamento e descarte ambientalmente correto. A coleta pode ser em container´s de 1000 L, tambores de 200 L, ou em tanques de 10 m³.

O valor deste serviço está em torno de R$400,00 reais m³ ou R$80,00 reais o tambor de 200 litros, sendo que para efetuar esta coleta é preciso que haja volume suficiente para o deslocamento do caminhão e para isso é preciso envolver a comunidade.

Com este custo, é possível comprar todo material necessário para a reciclagem local e ainda economizar água e aditivo e a natureza também agradece.

Cartilha de Licenciamento Ambiental